quarta-feira, agosto 23, 2006

Justificativas

(foto: Hugo Amadeo)

Há que voltar-se
aos dias.

(Outros mergulhos

justificarão

a profundeza dos dentros).

Não há dor que
linimento azul
de horizonte
e oceano
não atenue.

Quando o desejo

morre

na boca

peles e ossos

conversam.

28 comentários:

  1. Anônimo12:06 PM

    Obrigada, obrigada e obrigada por este belíssimo e certeiro poema. queria tê-lo escrito. é exatamente a tradução do que está em mim nestes dias. beijos.

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  2. Anônimo12:59 PM

    há momentos em que a gente entende tudo da maneira que reverbera por dentro... hoje, lendo este teu texto, lembrei de Virgínia Wolf e do rio Ouse...
    um beijo

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  3. à pele da sua palavra!...beijo

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  4. E quando o desejo abunda é só imensidão. Palavras exatas, poetamiga, convergem em mim o infinito.

    Sempre gigante em suas conclusões. Assim sempre assim.

    Beijos e mimos.

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  5. Anônimo12:30 PM

    deixo um beijo paramregistrar minha visita!

    :*

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  6. Anônimo7:27 AM

    agora, sim, plenamente justificáveis os sussurros em mim. só não sabia que vinham das peles e dos ossos. desculpe não abracá-la na despedida: meus ossos estão ocupados.

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  7. Inspirado e belo. Economia total de palavras: isto é isto e ponto!

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  8. Estou na fase dos mergulhos, minha Lia... minha alma se habituou às profundezas. Beijo enorme.

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  9. Sem palavras... amo isso aqui!
    Beijão, querida, disse tudo!

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  10. Anônimo10:38 AM

    este teu último verso me disse tanto, cecília, que acabou por alojar-se em mim. tentei dialogar com ele. está lá, no caraminholas. uma espécie de brincadeira perigosa de cutucar a esfinge. 1 beijo

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  11. Anônimo11:22 AM

    Cecília:
    Cheguei até aqui pelo blog do Pardim, e me emocionei, infinitamente, com o texto "poque é feito de libertações, o amor". Tenho três "passarinhos", e entendi, celularmente, cada palavra sua: o porquê do verde-água, só mãe para compreender... as festas-brigadeiras... a confiança-desconfiada, enfim, só mãe para sabersentir.
    Sem mais palavras,
    muitos beijos

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  12. ...
    quando o desejo morre, ficam as memórias no ser: clamando.

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  13. Anônimo7:54 AM

    Cecília, querida:
    Obrigada pela visita! Que bom que encontrou afinidades, mas, como dizia Jung, não foi por acaso! É a tal sincronicidade!
    Beijos...

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  14. Anônimo10:25 AM

    Eu estava lá no Marcos Pardim e vim aqui conferir seu poema. Surpreendentes imagens, que fazem pensar. Parabens e abraço das Minas Gerais.

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  15. Oi,

    Esse poema não ficou muito claro para mim, mas imagens dos versos são intrigantes.

    bjs,

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  16. Oi,

    Esse poema não ficou muito claro para mim, mas imagens dos versos são intrigantes.

    bjs,

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  17. Amiga, cara amiga, sim concordo com suas palavras lá no Prosavulsa, mas a aflição dos dias idos, às vezes, lança-se sobre mim de maneira gigante, aí eu fico pequeno. Um espelo, na verdade, reflete imagens várias, quase sempre em confusão intensa e sem limite, mas volto sempre lá, procurando onde o pó se acumula, porém sem deixar o oceano de caos me inundar. Acredite.

    Vamos tentar nos comunicar por msn? Se você usar esta tecnologia, claro. Se usa me adicione: jusoperandis@hotmail.com

    Beijos e mimos intensos.

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  18. Eita! Gostei muito!
    Abraços!

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  19. Anônimo1:03 PM

    Se não tem novo, vou ler um velho que também é novo, para mim.

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  20. Anônimo1:04 PM

    Se não tem novo, vou ler um velho que também é novo, para mim.

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  21. Anônimo10:45 PM

    posso usar um trecho deste poema numa imagem??? hum?
    beijo

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  22. Lia, para quando um novo post?

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  23. Poutz, iso aqui ficou muito bom

    "Quando o desejo

    morre

    na boca

    peles e ossos

    conversam.
    "

    Meus ossos neste momento estão tagarelasss!
    .
    Beijo.

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  24. Poutz, iso aqui ficou muito bom

    "Quando o desejo

    morre

    na boca

    peles e ossos

    conversam.
    "

    Meus ossos neste momento estão tagarelasss!
    .
    Beijo.

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  25. Anônimo12:53 AM

    Cecília,

    poeta que resseca o que ressuma. Gostei muito do final. No início, pisei em pregos.

    Beijo.

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  26. Anônimo12:58 AM

    Cecília,

    poeta que resseca o que ressuma. Gostei muito do final, um achado, eu nele me achando.

    Parabéns, obrigado.

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