segunda-feira, junho 19, 2006

Noites

A noite chega sem ser percebida, em Búzios. Num instante era claro e - olha! - na praça acendem-se incandescências amarelas dos bicos de lâmpadas sobre as mesas dos artesões.
Tenho algum atraso em perceber, como tive quando o ônibus esvaziou-se, e permaneci nele. Fim da linha. Também não tenho a prontidão das respostas que precisam ser dadas. Pequena demais. Clara demais. Perdida demais. Frágil além do que se poderia perdoar. Explicar como, estas necessidades de exílios? Pode a noite prover o dia de seus saberes? Tampouco adiantaria explicá-los. O que sabe a luz, dos segredos silenciosos da treva?

7 comentários:

  1. Anônimo12:27 PM

    Que bom te ver novamente com as palavras escritas e sentidas.....
    Bjs
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  2. Anônimo2:43 PM

    Sensivel... Belo sendo compacto...

    Aproveito e divulgo um site de um amigo:

    www.arealidadeeoutra.com.br


    abraços

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  3. Quantas sensações e saudades a gente não carrega dentro de nós!

    hábeijos

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  4. Anônimo7:29 AM

    pior, cecília, muito pior, talvez seja vezenquando não encontrar nem as perguntas para as respostas que precisam ser dadas ... 1 beijo.

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  5. Fim da linha.
    Também não tenho a prontidão das respostas
    que precisam ser dadas.
    Pequena demais.
    Clara demais.
    Perdida demais.
    Frágil além do que se poderia perdoar.
    Explicar como, estas necessidades de exílios?
    Pode a noite prover o dia de seus saberes?
    Tampouco adiantaria explicá-los.
    (O que sabe a luz, dos segredos silenciosos da treva?)


    Pronto: te virei em poeta!

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  6. Enquanto a luz revela, as trevas são uma infinitude de possibilidades, todas ali esperando um esbarrão.

    Belo, bela.


    Beijos

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  7. A falta de respostas nos tornam mais livres, mesmo que mais vacilantes.
    Apesar que de mistérios as respostas estão cheias.

    Bjs, bela.

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