quinta-feira, abril 07, 2011

O Matador

Precisas facas foram cravadas
nas espaldas da noite.
Sangraram-na à morte
os dardos ferozes
e o dia nasceu tinto
- a dor vermelha inflamando o horizonte.

Nada há que não morra
uma vez surgido.
Silêncio é o que
brota da entranha amarela do dia
quando os panos inertes da noite
denunciam o pesadelo consumado.

A morte de um mistério
não é a sua revelação.
Todo segredo morre mesmo
é quando acaba o amor.

(Texto: CeciLia Cassal Imagem: Hilton Pozza)

6 comentários:

  1. sob a pele, então.
    bjo.

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  2. Belíssimo, Ceci, mesmo com uma névoa de doce tristeza...
    Bjs!
    un moro judio

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  3. "Todo segredo morre mesmo
    é quando acaba o amor."

    Fantástico!

    Beijo,
    Doce de Lira

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  4. e todo amor morre mesmo é quando acaba o segredo :)

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  5. Dira Barbosa10:52 PM

    Lindo! Perfeito! Fala(parcialmente) coisas que eu tava pensando! Parabéns!

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