terça-feira, novembro 11, 2008

Matéria

Silencia a cor nos lábios antes sedentos.

Reverbera apenas uma distância.

(onde os olhos, que não mais me seguem?)

É feita de uma outra ausência,
a matéria das saudades.
(texto: CeciLia Cassal imagem: Ricardo Rosário)

13 comentários:

  1. Anônimo10:54 AM

    Saudade eterna do grande am...

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  2. Ah... a saudade!
    Matéria tão presente nos caminhos, que, por mais curvas que tomamos, ela sempre está lá.

    (Bjs)

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  3. Oi, Cecília...
    A matéria dessas saudades, é daquelas que a gente não perde de vista, mesmo que no caminho existam pedras - a gente ajeita elas, né?

    Montanhoso ~^ abraço ~ ~^ ~

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  5. E, saudade, se vivencia principalmente no olhar. Materializo a saudade até nas coisas que não fiz.
    Eita sentimento que me segue, persegue...
    Beijos

    Cecília,
    além de suas palavras, gosto também das imagens que você coloca. Prá mim, elas se somam ao texto. E por falar em gostar, deixo um carinho prá você, lá no florescer. É só entrar, ir à direita e colher.

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  6. Lua em Libra, ói eu aqui travez. Bonito seu poema - e difícil, difícil falar sobre saudade de uma outra forma, e você conseguiu.
    A imagem, um deslumbre. O autor é fotógrafo profissional?

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  7. Anônimo9:00 PM

    saudade é feita de uma matéria tão especial, mas tão especial, que somente nós, os de língua portuguesa, sabemos denominá-la... ah, como é bom passear meus olhos pelas letras daqui. 1 bj.

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  8. Que forma intensa de dizer saudade
    essa matéria de ausências.
    gostei muito.
    beijos

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  9. Anônimo4:47 PM

    A estrada é cinza

    O homem caminha cinza.

    Cinza são as pedras do caminho.

    Eu desencanto.

    Nenhum acalanto justifica esse caminho.

    Nenhum canto.

    Eu em meu canto continuo.

    Desfilo caminhos e pedras cinzas.

    Cinzas como eu mesmo.

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  10. segue-se sempre, sempre: os olhos.

    saudade daqui.
    :)

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  11. Anônimo10:50 AM

    Meus olhos seguem teu texto. Nem sei onde andas? Adianta saber. Andas no mundo, pequeno perto do mundo que teu texto é capaz de visitar. Tuas palavras: o sonho que me surpreende, o real que me atropela.

    Beijos.

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