quarta-feira, setembro 24, 2008

Nudez

Na terceira vez em que
a mataram, decidiu,
afinal, sucumbir.

Removeu alianças, brincos,
pingentes, outros grilhões
de palavras também.

Lavou em água corrente
as perfumadas volúpias
com que se vestia e partiu

n u a

rumo à primavera.
.
(Imagem: Ézaro Costa Texto: Cecilia Cassal)

9 comentários:

  1. Que lindo convite à estação...despir as folhas, os musgos, toda a tempestade de outono e adentrar primavera adentro;)
    grande bjo Ceci!

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  2. Q lindo isso, identifiquei-me muito!! Obrigada por ter escrito!! Grande beijo, Hela.

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  3. Cecilia!

    Que nudez lindamente descrita. A primavera a receberá.

    Beijo

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  4. Excelente, Cecília, não só o poema, como os textos em geral. parabéns.
    abraco,

    Pedro

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  5. Oi, Cecília!

    Obrigada por vir me ver.
    Vou anexá-la à minha lista, ok?

    Beijo

    Abrace por mim este SUL amado.

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  6. Peraí!!... Escrever, de verdade, é o que vc faz em presentes como esse Nudez!
    Mas fiquei todo bobo com o que você disse (e que bom que mais alguém sacou o educador...).
    Bjsss

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  7. Lindo, parece filme. Filme do Theo Angelopoulos.
    beijos

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  8. Anônimo1:09 AM

    Opa! Esse poema, com flor e tudo, perfume, sombra devastada de Casimiro, e, ainda assim, forte. Venceste a queda-de-braço com certas armadilhas que a literatura nos oferece.

    Fiquei boquiaberto.

    Beijoca.

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