Na terceira vez em que
a mataram, decidiu,
afinal, sucumbir.
Removeu alianças, brincos,
pingentes, outros grilhões
de palavras também.
Lavou em água corrente
as perfumadas volúpias
com que se vestia e partiu
n u a
rumo à primavera.
.
(Imagem: Ézaro Costa Texto: Cecilia Cassal)
Que lindo convite à estação...despir as folhas, os musgos, toda a tempestade de outono e adentrar primavera adentro;)
ResponderExcluirgrande bjo Ceci!
Que bonito!
ResponderExcluirQ lindo isso, identifiquei-me muito!! Obrigada por ter escrito!! Grande beijo, Hela.
ResponderExcluirCecilia!
ResponderExcluirQue nudez lindamente descrita. A primavera a receberá.
Beijo
Excelente, Cecília, não só o poema, como os textos em geral. parabéns.
ResponderExcluirabraco,
Pedro
Oi, Cecília!
ResponderExcluirObrigada por vir me ver.
Vou anexá-la à minha lista, ok?
Beijo
Abrace por mim este SUL amado.
Peraí!!... Escrever, de verdade, é o que vc faz em presentes como esse Nudez!
ResponderExcluirMas fiquei todo bobo com o que você disse (e que bom que mais alguém sacou o educador...).
Bjsss
Lindo, parece filme. Filme do Theo Angelopoulos.
ResponderExcluirbeijos
Opa! Esse poema, com flor e tudo, perfume, sombra devastada de Casimiro, e, ainda assim, forte. Venceste a queda-de-braço com certas armadilhas que a literatura nos oferece.
ResponderExcluirFiquei boquiaberto.
Beijoca.