Não há certezas, meu amigo, apenas possibilidades,
e nem todos os teus saberes
servirão um dia para a cura
Senta-te ao meu lado, quieto,
e fecha os olhos à tarde que cai.
Neste lugar a vida inteira não é mais
que um bocado de tempo juntos.
Não há mistérios, meu querido,
e nem todos os teus saberes
servirão um dia para a cura
Senta-te ao meu lado, quieto,
e fecha os olhos à tarde que cai.
Neste lugar a vida inteira não é mais
que um bocado de tempo juntos.
Não há mistérios, meu querido,
não os há, quiçá segredos,
nem pertencem à tua boca
todas as minhas verdades.
Entrega-te à penumbra,
mansamente, depois te ausenta.
É mesmo tão parca a clareza.
A noite virá longa demais.
Cerra teus olhos e deixa.
todas as minhas verdades.
Entrega-te à penumbra,
mansamente, depois te ausenta.
É mesmo tão parca a clareza.
A noite virá longa demais.
Cerra teus olhos e deixa.
Paulo Renato morreu. Ontem, domingo, no dia seguinte à homenagem que lhe prestamos. Teve a delicadeza - sua companheira eterna - de recebê-la, antes de partir. Vai em paz, Paulo, vai em paz. Vê se alegra, com tuas piadas, os anjos arteiros do céu.
(texto e imagem: Cecilia Cassal)
Bela homenagem.
ResponderExcluirA SEIVA
jurava ter deixado um comentário aqui... como não sei por quais caminhos ele se perdeu, dizia eu eu como são doloridas essas nossas perdas.. perdemos, perdemos, e nunca aprendemos a doer... bj
ResponderExcluirE ele foi para o nada. Muito bem, a vida segue, e a canseira infinita.
ResponderExcluirMinha Lia,
ResponderExcluirRecebe meu abraço mais caloroso com o qual partilho desse momento.
Como teu amigo já disse no poema que nos presenteastes: a cidade dissolvida e dissoluta o invadiu.
Beijo de alma para alma.
Já dizia Guimarães Rosa que 'as pessoas não morrem,ficam encantadas'.
ResponderExcluirFoi assim que aconteceu, tenho certeza!
Beijos!
Sinto muito pelo seu amigo,
ResponderExcluirmas a força do teu poema está muito além da homenagem, e isso é a maior homenagem que ele poderia receber.
Olha, não fui abduzido não, apenas estou soltando uns fantasmas literários, coisas hilstianas, aproveitando (freudianamente) que minha mãe nao lê o blog :))
beijos
Rubens
sensível, Cecilia, sensível e comovente. beijo.
ResponderExcluirO deixar-se ir...
ResponderExcluirMa-ra-vi-lho-so!
oi queri,
ResponderExcluirnão conhecia ele, mas certo que deva estar passeando pelos campos etéreos e e eternamente poéticos...
faço um convite :espia lá no blog, minha pequena homenagem ou reza pra vc ( tb pra vc!)...
bom finde,
bjo carinhoso!
Uma foto bonita e um belo texto
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