e sempre para não ter
de acumular riquezas.
(quase sempre sou
ávida nas chegadas
e plena nas despedidas)
Há um cansaço que
não se dobra
nem se amarfanha
no fim das tardes.
(são sempre
nem se amarfanha
no fim das tardes.
(são sempre
os lençóis depois, bem depois,
a apacentarem-me as dores)
Luxo é resgatar
- ao diabo -
a alma hipotecada.
a apacentarem-me as dores)
Luxo é resgatar
- ao diabo -
a alma hipotecada.
(imagem e texto: Cecilia Cassal - Mercado Público, Santiago do Chile)
Estou aqui... mesmo muda, estou aqui, lendo e querendo ter escrito isso.
ResponderExcluirSerá que um dia nos livramos dessa hipoteca? Trabalhar é o que nos acompanha mais tempo em nossa vida. E é bom! Beijos, Meriam
ResponderExcluira dedicação a este luxo tem se dado sobretudo com o esforço de não acumular riquezas, nem pobrezas, nem avarezas... assim, o cansaço de viver tem se mostrado mais leve. 1 bj.
ResponderExcluirQuerida, me fazes pensar!àrduo é o trabalho que temos a fazer para que nossa alma não se torne hipotecada.Sempre me ensinando hem?
ResponderExcluirbjs
êta, que mais luxo ainda é ler um poema como esse.
ResponderExcluirabraços
Luxo, mas luxo mesmo, é um poema como este - esta tua escrita. O resto é lixo.
ResponderExcluirApareça no Cinco Espinhos e conheça nosso Projeto.
Poesia com P maiúsculo, imagens certeiras e definitivas e uma imagem de uma cidade que me encanta: Santiago. uma cidade que mexe com tudo o que sou e aprendi. Belo, Cecilia. beijo.
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