Das coisas terríveis do fim, o mais entristecedor nem era o fato de jamais visitarem juntos aquela cidade que tinha O Porto, onde ela lhe surpreenderia com as meias grossas e coloridas sob a saia curta. Era tampouco a certeza de nunca mais ouvir a risada larga, beijar beijo de escada rolante, sentir na moldura da boca dele o cheiro do cheiro dela. O que mais a entristecia era que ele jamais conheceria os dois segredos que ela guardara cuidadosa para a velhice, as mãos dadas, cadeiras na varanda. (foto: Hugo Amador)
Cecilia,
ResponderExcluirbelo demais este texto de hoje. Comoveu-me bastante.
Deu ate vontade de escutar velhinhos conversando em uma varanda de mãos dadas. :)
Bonito mesmo.
Cecilia, volto a visitar teu blog.
ResponderExcluirE que texto simples e belo, tão belo quanto o fim ao lado de alguém.
Lembrou-me Noll.
Abraços,
Angel Cabeza
www.angelcesar.zip.net
olá, posso levar um poema seu lá pro meu espaço (outros poemas)?
ResponderExcluirmuitas vezes já olhei a mim mesmo assim, mais adiante. você soube traduzir-me. obrigado!
ResponderExcluirlevei.
ResponderExcluirabraço
Um segredo se esconde sempre onde menos podemos sustentá-lo. Seria a vida muito curto para este tipo de cuidado, já que um desespero sempre se levanta quando a possibilidade de revelação se apresenta? Um segredo domina, a verdade liberta.
ResponderExcluirSuas intervenções na vitualidade de uma interface me desperta, poeta, o caminho das completudes nas palavras que desenvolvem outras soluções em suas mãos.
Beijos sempre, força sempre... carinhos especeiais.
Ah, minha Lia, a dor do irrealizado é bem parecida com a perda de um filho: um pedaço nosso que não vingou.
ResponderExcluirBingo!
Beijo imenso.
sinceramante, seu blog é de uma beleza... poucas vezes um blog me fez sentir isso...
ResponderExcluirbeijo!
ai... doeu uma dor aqui em mim. a dor de imaginar que há segredos que nem com a possibilidade do fim deixarão de sê-los.
ResponderExcluirmeu carinho por ti, guria.
Nossa, Cecilia... eu me 'achei' em cada palavra tua... são estes segredos que me fazem desistir de desistir. São como sonhos revisitados.
ResponderExcluirque bonito isso!
ResponderExcluirMuito bom!
ResponderExcluirMuito bom!
Muito bom!
Beijos do *CC*
Cecília, hj "debutei" no teu blog. As palavras sumiram ficou a minha emoção.Parabéns!
ResponderExcluirbeijo,
Flávia Azambuja
São os nossos escondidos, diria.
ResponderExcluirhábeijos
Ô Cecília... viu como todo mundo sonhava igual? Só que você vem e fala!
ResponderExcluirEi..
ResponderExcluirCecilia tem feito belos textos
Gosto da delicadeza.
abraço,
vinicius
daqueles que inundam... nossa!
ResponderExcluirum dia te pedi se podia usar um poema teu... posso?
beijo
Lindo mesmo!
ResponderExcluirMuito bom, Lia.
Bjs,
Sei que dói o adeus. Mas ainda bem que é sempre possível: mãos dadas, cadeiras na varanda, o acaso, o respirar outros ares, o escorregar por inéditos vãos e o toque, de outras mãos.
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