Por volta do quinto dia Deus, com Seu magnífico condão, tocando as pontas das asas das borboletas que dormiam em minhas línguas, despertou-as para o divino dialeto. Conjugaram voar nas esferas impossíveis. Assim como nasciam-me das fendas, escorregavam pelas pontas dos dedos. Brancas, alvas, lunares. Revoavam em torno das gavinhas dos cachos, por vezes enroscavam-se neles. Depois subiam. Ganhavam a imensidão e ficavam azuis.
Deus, então, dormia com Seu condão de gerar estrelas, e línguas e borboletas anís.

Muito bom.
ResponderExcluirBeijos do CC.
Palavras são borboletas sempre em tuas mãos mágicas. Beijo.
ResponderExcluirQue lindo. Já morei em POA... tenha uma ótima semana
ResponderExcluir...
ResponderExcluirc.
que bom que vc conhece a márcia. adora as ilustrações e poesias que ela faz.
ResponderExcluirsobre o que vc comentou lá no vomitando...nossos abandonos têm diferentes formas e cores, mas respiram do mesmo ar.
voltei a postar no amores fúnebres...apareça por lá.
vc poderia fazer uma série destes textos narrando trabalhos poéticos de Deus, ia ficar lindo.
ResponderExcluirbeijo
rubens
Parabéns cabrita!
ResponderExcluirMinha Lia, saudades! Já estou de volta e aos poucos vou por a leitura em dia.
Precisas conhecer urgentemente o "de génese".
Beijos,
Lu